Ibovespa sobe com nova sinalização de alívio inflacionário e retoma 113 mil pontos

Veja a abertura da Bolsa brasileira nesta terça (6)

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Por Luca Boni

O Ibovespa iniciou a sessão desta terça-feira (6) em alta, retomando os 113 mil pontos, com investidores repercutindo um novo dado que sinaliza alívio nos preços, às vésperas da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio. As ações da Vale (VALE3) e da Eletrobras (ELET3) impulsionam o índice, enquanto as da Petrobras (PETR4) pressionam, reagindo à queda do petróleo Brent.

Por volta das 10h20, o Ibovespa avançava 0,39%, aos 113.136 pontos. O volume de negócios projetado para hoje é de R$14,7 bilhões, abaixo da média de 50 pregões.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas divulgou o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio, que recuou 2,33% na base mensal, após ter caído 1,01% em abril. O dado foi impactado principalmente pela queda nos preços do diesel e de commodities como o minério de ferro e o milho.

As novas sinalizações de alívio sobre os preços corroboram com a visão de que o Banco Central deve começar a reduzir os juros em breve no Brasil. Investidores aguardam agora o resultado do IPCA de maio, que será publicado amanhã.

As ON da Vale avançavam 0,80%, em sintonia com a alta de 1,32% do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian na última madrugada. As ON da Eletrobras ganhavam 1,90% e figuravam entre as maiores contribuidoras por pontos do índice.

As ON da Locaweb (LWSA3), da Méliuz (CASH3) e da Petz (PETZ3) subiam 5,75%, 3,41% e 2,62%, na sequência, figurando entre as maiores altas do Ibovespa e projetam um forte volume de negociação para a sessão.

Na ponta oposta, as ON e PN da Petrobras recuam 0,72% e 0,76%, respectivamente. O contrato futuro do petróleo Brent para agosto cedia 1,43%, a US$75,62 o barril, com preocupações sobre a demanda, após a decisão da Arábia Saudita de um corte voluntário da produção para dar suporte aos preços, anunciada no domingo.

Na esteira da desvalorização do Brent, as “junior oils” eram destaque na ponta negativa. As ON da PRIO (PRIO3) e da 3R Petroleum (RRRP3) caíam 1,95% e 1,22%, respectivamente.