Dólar recua e DIs não firmam direção única após dados de atividade no Brasil e EUA

Confira o fechamento da moeda norte-americana e dos juros nesta sexta (1º)

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Por Fabricio Julião

O dólar fechou em queda ante do real nesta sexta-feira (1º), após crescimento acima do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre beneficiar a moeda brasileira. As taxas dos contratos dos juros futuros fecharam sem direção única, em meio a preocupações fiscais e inflacionárias e expectativas pelo fim da alta de juros nos Estados Unidos. Ao fim da sessão, o dólar à vista caiu 0,24%, a R$4,9405.

Por volta das 17h, a moeda brasileira era a única em alta ante o dólar em uma cesta de 22 divisas acompanhadas pela Mover. O surpreendente avanço de 3,4% do PIB brasileiro no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado – acima do consenso de alta de 2,70% – propiciou a entrada de maior fluxo de capital estrangeiro na sessão, o que refletiu na alta do Ibovespa hoje e na maior procura pelo real.

Após a divulgação do indicador, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que a pasta já trabalha com a projeção de avanço de 3% do PIB neste ano. Também após a publicação do PIB, o JP Morgan elevou a previsão de crescimento brasileiro deste ano de 2,4% para 3,0%.

O resultado do PIB também ajudou a conter a tensão de investidores sobre a pauta fiscal, que vem sendo alvo de desconfianças devido à necessidade de despesas extras de R$168 bilhões para o próximo ano e a meta de déficit zero.

Mais cedo, o governo anunciou que a balança comercial brasileira registrou superávit de R$9,8 bilhões em agosto, acima dos R$9,75 bi esperados para o mês, o que também ajudou a mitigar parcialmente os receios sobre a situação fiscal do país.

Nos EUA, o destaque foi a divulgação do relatório de emprego urbano conhecido como Payroll, que registrou a criação de 187 mil postos de trabalho em agosto, acima do consenso de 170 mil. O resultado trouxe sentimentos mistos no mercado, que busca antever os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

Diante do cenário de incertezas, os DIs com vencimentos em jan/24 e jan/27 fecharam em quedas de 1,0 ponto-base e 4,0 pbs, respectivamente, a 12,38% e 10,34%. Já os vértices para jan/25 subiram 2,5 pbs, a 10,57%, enquanto a taxa dos contratos para jan/31 recuaram 6,0 pbs, a 11,06%.