Deflação medida pelo IGP-DI se aprofunda com diesel e commodities

Índice de preços da FGV caiu 2,33% em maio

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Por: Patricia Lara

O tombo do diesel, após corte de preço pela Petrobras (PETR4), e queda das commodities no mercado internacional aprofundaram a deflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI).

A Fundação Getúlio Vargas informou que o IGP-DI caiu 2,33% em maio, ante queda de 1,01% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula variação de -3,56% no ano e de -5,49% em 12 meses.

A queda dos preços do diesel e de grandes commodities, especialmente do minério de ferro e do milho, explicam o aprofundamento da deflação ao produtor, disse André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 3,37% em maio, após queda de 1,56% no mês anterior. O diesel acentuou a baixa de -3,85% para -14,82%. O bloco matérias-primas brutas cedeu 6,11% em maio, contra queda de 4,45% em abril. Contribuíram para este movimento a deflação do milho em grão, que se acelerou de -8,06% para -16,85%, o movimento dos preços de bovinos, que passaram de 1,84% para -5,25% e minério de ferro, que saiu de uma queda de -7,94% em abril para -11,89% em maio.

Outro subcomponente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,08% em maio, após subir 0,50% em abril. “No âmbito do consumidor, as maiores contribuições para a desaceleração do índice partiram de passagens aéreas (de -3,67% para -17,91%) e gasolina (de -0,38% para -1,97%)”, disse Braz.

Na construção civil, a aceleração foi conduzida por acordos coletivos que justificam o acréscimo registrado pela mão-de-obra, cuja variação foi de 1,22% em maio”, afirmou Braz, coordenador dos Índices de Preços.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), outro componente do IGP-DI, variou 0,59% em maio, ante 0,14% no mês anterior, puxado pelo custo da Mão de Obra, diante da aceleração conduzida por acordos coletivos.