Teoria das ondas de Elliott: o que é e como funciona

A teoria das ondas de Elliott foi criada pelo americano Nelson Elliott após descobrir que os mercados apresentam movimentos repetitivos.

Banco interno
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Olá, investidor! É de senso comum o entendimento de que o mercado se move em movimentos de expansão e contração nos seus altos e baixos. Foi assim que o americano Ralph Nelson Elliott criou sua teoria que ficou conhecida como Teoria das ondas de Elliott, após ter descoberto que os mercados de ações apresentam movimentos repetitivos.

Dito isso, podemos partir para de fato o que é e como funciona essa teoria que tenta explicar os repetitivos movimentos de ondas do mercado.

O que são as ondas de Elliott?

A teoria das ondas Elliott se baseia em observar os movimentos dos preços em seus “zig-zags”, ascendentes e descendentes. Estes, por sua vez, acabam refletindo o comportamento das massas, dado que o gráfico expressa nada mais do que o efeito da oferta e demanda de determinado ativo.

Dessa forma, a proposta de Elliott é que os ciclos eram uma resposta às reações dos agentes, fazendo os ativos irem do pânico à euforia.

Elliott tinha percebido esses padrões nas ondas e suas repetições ao decorrer do tempo. Assim, acabou classificando-as em cinco ondas em direção da tendência principal, sendo três de expansão (1, 3 e 5) e duas de contração (2 e 4). Já no fim desse movimento, mais três ondas de correção (A, B e C), para dar continuidade a tendência atual do ativo.

Ainda existia o fato da subdivisão nas ondas, que consiste em pequenas ondas dentro de uma onda maior.

Regras

Existem algumas regras importantes que devem ser lembradas, pois auxiliam na contagem correta das ondas da Elliott, fazendo com que o investidor cometa menos erros nas contagens. São elas:

  1. Onda 3 nunca pode ser a menor onda;
  2. Onda 4 não pode perfurar o topo da onda 1;
  3. A onda 5 deve ter, no mínimo, o tamanho da onda 1; e
  4. Se a correção da onda 2 for complexa, a 4 deve ser simples, vice-versa.

Com isso em mente, temos que pensar que os melhores pontos de entrada são após acontecer uma onda de correção no ativo. Ou seja, na onda 2 e 4, acreditando no rompimento do último topo. O objetivo é surfar a onda 3, a maior de todas, caso pegue o fundo da segunda onda, como podemos ver no exemplo a seguir:

Fonte: TradingView, Gráfico da Vale (VALE3)

O ponto negativo desse tipo de abordagem é em relação à subjetividade. Enquanto alguns observam uma onda 3, ainda pode ser um movimento que representa a onda 1, não sendo algo mensurável que possa ser realizado backtests.

Existem traders que utilizam a teoria das ondas de Elliott como principal ferramenta para tomada de decisão. Já outros usam como algo complementar, não sendo o principal.