Gestor falou ao Broadcast

Stuhlberger, da Verde Asset: Brasil 'não aguenta mais um governo do PT'

Stuhlberger, da Verde Asset: Brasil 'não aguenta mais um governo do PT'
StockPickers/YouTube - reprodução

São Paulo, 3/4/2025 – O presidente e CIO da Verde Asset, Luis Stuhlberger, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil “não aguenta mais um governo do PT”, e que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve apelar para novas medidas fiscais caso sua popularidade não melhore, pressionando a trajetória das contas públicas, de acordo com informações do Broadcast.

Para o gestor, um dos mais reconhecidos da Faria Lima, o esgotamento de Lula, visto na trajetória contínua de desaprovação em pesquisas eleitorais, parece “algo estrutural”, o que abre espaço para uma vantagem competitiva “muito grande” para nomes de oposição nas eleições presidenciais de 2026. Stuhlberger participou, mais cedo, de evento da Verde Asset em parceria com a Icatu Seguros.

Segundo Stuhlberger, é possível uma “guinada para a esquerda” de Lula, que encontra-se “mais acuado e desesperado” pela melhora da popularidade. Pesquisa da Genial/Quaest divulgada hoje mostra que o petista ainda está à frente em todos cenários de segundo turno, mas 62% dos entrevistados avaliam qeu ele não deveria ser candidato à reeleição, de 52% em dezembro.

Já ao discorrer sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto como possível rival de Lula no caso de ausência de Bolsonaro na disputa, Stuhlberger disse ao Broadcast que vê dificuldade do potencial candidato à presidência em ganhar apoio do ex-presidente.

No entanto, em um cenário de eventual mudança de governo em 2026, especialmente em caso de vitória de Tarcísio, os efeitos sobre a trajetória das contas públicas serão “muito fortes”, avaliou Stuhlberger. Ele citou, por exemplo, o potencial retorno do Teto de Gastos, além da implementação de uma nova reforma da Previdência.

Stuhlberger avaliou, também, que o investidor brasileiro está “fazendo picnic à beira do vulcão”, em um ambiente de juros restritivos, com a Selic nominal no patamar de 14,25%, e o Comitê de Política Monetária antevendo ajuste de menor magnitude na reunião de maio.

Os comentários do gestor reforçam mudança de visão da Verde em relação ao Brasil. Em janeiro de 2024, Stuhlberger avaliou que o Brasil estaria bem enquanto Lula for chefe de Estado e Haddad na prática for o chefe de governo”, mostrando otimismo com o mercado local.

No começo deste ano, porém, após frustração com pacote fiscal do governo, e em meio a uma visão de perda de força de Haddad no cargo, Stuhlberger disse ver cenário doméstico “extremamente desafiador”, tecendo diversas críticas à condução da política econômica. Na ocasião, ele comentou que “o modelo econômico” de mais gasto fiscal e “freio monetário”, via aumento de juros, estaria levando o Brasil “em direção ao muro”.