Construtoras de baixa renda sobem após STF remarcar julgamento sobre correção do FGTS

Itaú BBA está otimista com algumas ações do setor; veja quais

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Por: Bruno Andrade

As ações das incorporadoras e construtoras de baixa renda subiam no pregão desta terça-feira, após o presidente e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Roberto Barroso, ter remarcado o julgamento sobre o índice que deve corrigir o dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Por volta das 14h25min, as ações ON da Tenda saltavam 4,88%, a R$11,60. MRV ON tinha alta de 2,48%, a R$9,51. Já Direcional subia 0,95%, a R$18,07, enquanto Plano e Plano avançava 4,41%, a R$8,53.

O que está em discussão no Supremo é a taxa de correção do fundo. Atualmente, o FGTS rende 3% ao ano pela Taxa Referencial (TR), ou 0,32% ao mês.

No entanto, uma ala do Supremo defende que a taxa não pode render menos do que a poupança, que é de 0,6% ao mês ou 7,2% ao ano. Barroso, que é o relator do processo, e André Mendonça votaram por rendimento igual ou superior ao da poupança.

O grande temor do mercado para as construtoras é que um maior rendimento do FGTS pode impactar nas contas públicas, o que faz com que o governo disponibilize uma menor quantia em dinheiro para os programas habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida.

Para analistas do Itaú BBA, as chances das construtoras se darem mal nessa situação é baixa. Os especialistas comentam que na pior das hipóteses pode haver uma redução de 30% no orçamento do Minha Casa Minha Vida.

“Além disso, alternativas que não afetam o tamanho do programa podem ser encontradas, aumentando assim o nosso retorno esperado para as ações”, escreveram Daniel Gasparet, André Dibe, Mariangela Castro e Alejandro Fuchs no relatório do BBA.

Sendo assim, o Itaú BBA está otimista com o setor e reitera a preferência pelas ações da Direcional, Cury, Plano e Plano e MRV.