Haddad diz que falta Banco Central se somar ao "esforço" para reduzir os juros

Ministro da Fazenda comemorou nota da S&P

Agência Brasil
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Por Mover, com informações da Reuters

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), creditou, há pouco, a reafirmação do rating do Brasil em “BB-” pela agência de classificação de risco S&P às parcerias entre o Executivo, o Legislativo e o Judiciário no andamento das pautas econômicas, e voltou a criticar o atual patamar da taxa de juros.

Em entrevista a jornalistas há pouco na porta do ministério, Haddad frisou que, em sua avaliação, ao elevar a perspectiva de “estável” para “positiva”, a S&P mencionou iniciativas em andamento, como o arcabouço fiscal.

“Está faltando aí o BC se somar a este esforço, mas quero crer que estejamos próximos disso acontecer”, afirmou. “É um passo importante, depois de quatro anos, ter uma sinalização dessa”, declarou.

Haddad criticou o patamar da inflação, o atual regime de metas que “tem mais de 20 anos”, e disse ainda que não pode haver tabu ao se comentar sobre a autonomia do BC.

“Todos nós somos contra a inflação, que chegou a dois dígitos em um passado recente”, afirmou. “Temos um regime de metas de mais de 20 anos”, acrescentou.

“O debate [sobre a autonomia do BC] é saudável. Não tem as lives lá do BC?”, indagou. “Não pode ter mordaça [para falar sobre o tema]”.

Otimismo

O chefe da Fazenda disse ainda não ter dúvidas de que o Brasil irá recuperar os graus de investimento em outras agências de risco e afirmou que para que isso aconteça o país deverá passar por etapas. Ele frisou que a crise econômica brasileira é resultante da deterioração política dos últimos anos.

“É um processo, vem uma sinalização positiva”, pontuou. “Depois da Reforma Tributária, sobe mais um degrau”.