São Paulo, 02/04/2025 – O presidente americano Donald Trump acaba de revelar um pacote de tarifas recíprocas a serem cobradas de parceiros comerciais, com alíquota de 10% para o Brasil, uma das menores, segundo números exibidos em coletiva de imprensa no final da tarde desta quarta-feira. Ele também falou de uma tarifa de 25% para importações de automóveis em geral.
Nas tarifas recíprocas por países, os asiáticos Cambódia, Vietnã e China enfrentarão as maiores alíquotas, de 49%, 46% e 34%, respectivamente, enquanto União Europeia terá tarifa de 20% e o Japão de 24%. Para a Índia, serão 26%. Reino Unido será tarifado em 10%, assim como o Brasil. Segundo a Casa Branca, uma tarifa básica de 10% começará a valer para todos países a partir de amanhã (5), enquanto as taxas maiores, definidas como ´tarifas recíprocas´, entram em vigor em 9 de abril.
Trump exibiu os números em um grande cartaz, que mostrava as tarifas médias cobradas por cada nação sobre produtos americanos, seguida pela tarifa proposta pelos EUA, que entrará em vigor a partir de amanhã. Canadá e México ficaram de fora da lista– ambos já haviam sido alvo de tarifas de 25%, com taxa menor, de 10%, para importações de energia canadenses .
Mais cedo, o Ibovespa fechou em leve alta, em linha com os índices acionários de Wall Street, com expectativas pelo anúncio do plano de imposição de tarifas comerciais de Trump, agendado para a partir das 17h, com dúvidas de operadores acerca do desenho final das alíquotas e seus alvos. O mercado teme que as tarifas gerem inflação e desacelerem a economia americana e global.
O Índice Bovespa encerrou com avanço de 0,03%, aos 131.190 pontos. O volume de negociação foi de R$12,5 bilhões, abaixo da média dos últimos 50 pregões, de R$16,1 bilhões. Os índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq 100 fecharam em altas de 0,56%, 0,67% e 0,87%, respectivamente. As Treasuries yields de dois anos avançavam 3,7 pbs, a 3,916%, enquanto as de dez anos subiam 2,3 pbs, a 4,184%.